A Escola Nacional Marxista de Inverno da Juventude, realizada nos dias 30 e 31 de janeiro de 2026, em Lahore, reuniu com sucesso mais de 200 jovens revolucionários de diferentes regiões para dois dias de debate político, clareza teórica e aprendizado coletivo, em um momento de profunda crise global.
No início da escola, foi observado um minuto de silêncio em memória do falecido camarada Gopal Charan.
A escola ocorreu tendo como pano de fundo a intensificação da instabilidade capitalista, das guerras imperialistas, da violência genocida e da crescente resistência em todo o mundo. Seu objetivo não foi apenas analisar o mundo como ele é, mas também equipar jovens ativistas com as ideias revolucionárias e o programa necessários para transformá-lo.
Sessão 1: A Crise Capitalista Global, Agressões Imperialistas, Guerras e Revoltas
A sessão de abertura, conduzida por Vinod Kumar e presidida por Rihana Akhtar, analisou a crise estrutural do capitalismo global, a prolongada estagnação econômica, a inflação, o endividamento e o aprofundamento da desigualdade. As discussões se concentraram no enfraquecimento da hegemonia imperialista dos Estados Unidos, no acirramento das rivalidades inter-imperialistas e na instabilidade da emergente ordem multipolar.
A apresentação principal foi seguida de perguntas e intervenções. Kaleeq Diamiri, Yasir Rasool, Shahzad Arshad e Sharjeel Shah contribuíram para o debate, enquanto Imran Kamyana fez a síntese da sessão à luz das questões levantadas.

Foi dada atenção especial às guerras imperialistas e à barbárie — particularmente ao genocídio em Gaza, à guerra na Ucrânia e à agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela. A sessão também destacou movimentos de massas e resistências, incluindo os protestos no Irã contra o regime repressivo dos mulás, bem como a onda mais ampla de revoltas da Geração Z e levantes populares no Sul da Ásia e em partes da África. A crise do capitalismo paquistanês e a crescente indignação dos trabalhadores e da juventude foram discutidas nesse contexto internacional, enfatizando a necessidade do internacionalismo revolucionário.
Sessão 2: Marxismo e Socialismo Científico — Origens e Elementos Constitutivos
Após o intervalo para o almoço, a segunda sessão, conduzida por Altamash Tasadduq e presidida por Faiza, concentrou-se nos fundamentos teóricos do marxismo como uma visão de mundo científica. Os participantes debateram as condições históricas que deram origem ao marxismo, suas três fontes e a transição do socialismo utópico para o socialismo científico.

Conceitos-chave como materialismo dialético, materialismo histórico, luta de classes, mais-valia, exploração, o Estado capitalista e ideologia foram discutidos, com ênfase na relevância do marxismo para compreender e intervir no mundo atual, marcado por crises. A importância da teoria revolucionária, da organização e do bolchevismo como método de ação foi sublinhada ao longo de toda a sessão.
Umair Khursheed, Mujeeb Akbar, Faizan Tariq e Asif Rasheed fizeram intervenções, e Altamash fez a síntese da sessão respondendo às questões levantadas.
Sessão 3: O Programa e as Demandas Transitórias do Socialismo Revolucionário
A terceira sessão, conduzida por Imran Kamyana e presidida por Khakula Bacha, abordou os limites do reformismo na época atual e a necessidade de um programa transitório revolucionário. As discussões se concentraram em articular as lutas imediatas de trabalhadores, estudantes, camponeses e nacionalidades oprimidas com a luta pela transformação socialista.
Os temas incluíram a escala móvel de salários e da jornada de trabalho, a nacionalização sob controle dos trabalhadores, o planejamento econômico democrático, a resistência à austeridade e à repressão, a questão nacional e o direito à autodeterminação, e o papel dos comitês de massa na luta. A sessão destacou as demandas transitórias como uma ferramenta para elevar a consciência de classe e construir uma organização revolucionária enraizada na classe trabalhadora.

Umair Khursheed, Aryan, Shahzad Arshad e Danish Fida contribuíram para o debate, enquanto Imran Kamyana fez a síntese da sessão.
Apresentação Teatral
Paralelamente às sessões teóricas, uma apresentação teatral realizada por jovens camaradas ocorreu no dia 30 de janeiro. Por meio do teatro político, do movimento e do diálogo, a performance expressou a resistência à exploração, à opressão e à injustiça — demonstrando que a cultura e a arte também são terrenos de luta.
Exibição do Filme: O Jovem Karl Marx
No dia 31 de janeiro, foi organizada uma exibição especial de O Jovem Karl Marx, marcando sua primeira exibição no Paquistão. O filme ofereceu uma representação acessível e poderosa do desenvolvimento político inicial de Marx e Engels, complementando os debates teóricos da escola e inspirando os participantes a conectar ideias com organização e ação.
Solidariedade Internacional
Durante a escola, os participantes também expressaram solidariedade ao povo da Venezuela contra a agressão imperialista dos Estados Unidos, e ao povo do Irã contra o regime repressivo dos mulás e a interferência imperialista, reafirmando os fundamentos internacionalistas do marxismo.
A Escola Nacional Marxista de Inverno da Juventude não foi um exercício acadêmico, mas um passo rumo à construção de clareza revolucionária, confiança e organização entre a juventude em um período de crise histórica.
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