Por Martin Suchanek

Não foi apenas o Die Linke (em português: Partido de Esquerda) que aguardava com expectativa a conferência do partido. Ela terminou como um sucesso político para o centro dirigente em torno de Ines Schwerdtner, como demonstram não apenas a avaliação das resoluções aprovadas, mas também a eleição da direção.

Com 85,7% dos votos, Schwerdtner obteve um resultado ainda melhor em sua reeleição como presidenta do que no último congresso do partido. Nos próximos meses, ela exercerá uma influência decisiva sobre a imagem e a estratégia do partido, ainda que não sem contradições internas. Tanto a direção executiva quanto a direção ampliada possuem maioria favorável à sua linha política.

Após a saída de Jan van Aken, Schwerdtner tornou-se, de fato, a única dirigente da Casa Karl Liebknecht¹. O novo copresidente, Pantisano, pode considerar positiva sua eleição com 53% dos votos, embora seja duvidoso que consiga permanecer muito tempo na presidência. Em comparação com Schwerdtner, porém, os líderes da bancada parlamentar, Reichinnek e Pellmann, também passaram a ocupar um papel secundário. Isso ficou evidente durante o congresso, no qual Schwerdtner e van Aken intervieram de forma muito mais ativa nos debates e contribuíram para garantir maiorias em favor da direção nacional.

Por que o centro foi bem-sucedido?

O sucesso do centro reformista de esquerda não era inevitável, embora fosse sempre o desfecho mais provável. Afinal, não existia uma alternativa claramente definida e suficientemente influente, nem à esquerda nem à direita, capaz de disputar sua política e estratégia. Ainda assim, as maiorias no congresso não estavam asseguradas. Tratava-se da primeira conferência partidária desde o enorme crescimento do partido, que hoje reúne cerca de 125 mil membros. Os delegados haviam sido recém-eleitos e sua posição política ainda era relativamente indefinida. Aproximadamente metade dos participantes comparecia pela primeira vez a um congresso nacional.

Muitos desses delegados posicionavam-se politicamente à esquerda da direção, ainda que mais por impulso e indignação do que por uma elaboração teórica e prática consistente. Esses delegados situavam-se à esquerda do Comitê Executivo em diversas questões políticas — por exemplo, sobre a Palestina, a idealização da União Europeia como uma “potencial força de paz”, o antimilitarismo e a questão da participação em governos. Ao mesmo tempo, porém, seu comportamento nas votações também oscilava. Além disso, a condução antidemocrática do congresso partidário provocou o descontentamento de muitos desses delegados (e não apenas deles). Em geral, pode-se dizer que, especialmente no primeiro dia, foi possível formar maiorias em questões procedimentais contra a condução previamente planejada do congresso e, em votações polêmicas, entre 30% e 40% dos delegados chegaram a votar à esquerda da maioria.

No entanto, ao final, o centro venceu praticamente todas as disputas. Isso se deveu não apenas à sua própria força, mas também à capacidade de formar um bloco com amplos setores da ala direita e com parte da ala esquerda (como Baden-Württemberg e o LINKS*KANAX). Essa aliança passou a controlar praticamente toda a direção partidária. Assim, o centro conseguiu impor sua posição na quase totalidade das questões políticas.

No entanto, a direção em torno de Schwerdtner também saiu fortalecida porque possui um objetivo e uma estratégia que representam uma mudança real para o Die Linke em relação ao período anterior ao seu ressurgimento. Seu objetivo é transformar o partido em um “partido organizador da classe”, isto é, uma organização profundamente enraizada nos sindicatos, nos locais de trabalho e nos bairros populares. Essa orientação para conquistar a classe trabalhadora e construir uma base orgânica em seu interior não desempenhava papel relevante anteriormente e era rejeitada tanto por Wagenknecht quanto pelos setores governistas do partido. Felizmente, a ala ligada a Wagenknecht já faz parte do passado, e a direita do partido, neste momento, não ousa atacar abertamente essa concepção.

Entretanto, esse caminho em direção a um maior enraizamento na classe trabalhadora por meio de campanhas e pautas sociais está longe de ser isento de contradições. Na política externa, entra em choque com as pressões para que o partido se adapte à sociedade burguesa. Ao mesmo tempo, os sucessos eleitorais do partido e o crescimento da AfD recolocam na ordem do dia a questão da participação em governos.

Isso também revela a contradição interna do reformismo de esquerda: embora esteja mais orientado para a classe trabalhadora, continua sendo reformismo, isto é, uma política operária de caráter burguês. Essa contradição se expressa tanto nas resoluções aprovadas pelo congresso quanto nas perspectivas futuras do partido.

Oriente Médio/Ásia Ocidental

A resolução “Pela igualdade de direitos no Oriente Médio/Ásia Ocidental – contra todo racismo e antissemitismo” foi aprovada pela maioria dos delegados. Foi justamente nesse tema que ocorreu o confronto mais visível com a ala esquerda do partido. Por exemplo, a moção da BAG² Palestina recebeu 30% dos votos, um resultado respeitável considerando a condução burocrática e controlada da mesa do congresso. Isso demonstra que a esquerda dispõe de um potencial significativo. Entretanto, embora o partido tenha alterado sua posição sobre a Palestina em um sentido relativamente mais favorável, sua orientação fundamental permanece inalterada. O Die Linke continua defendendo o direito de existência do Estado sionista e racista de Israel e segue recusando reconhecer o direito do povo palestino à resistência armada contra o genocídio. Ainda que o texto apresentado pela executiva nacional tenha incorporado mais de cem alterações, muito pouco mudou em seu conteúdo de fundo.

Resolução principal

A resolução principal, “Construir o Die Linke como uma casa de pedra”, também foi aprovada. Apesar das inúmeras alterações, o conteúdo do texto original permaneceu integralmente preservado. Assim como ocorreu com a resolução sobre a Palestina, a discussão foi conduzida de acordo com os interesses da direção do partido. Por exemplo, no debate “aberto”, em que os oradores deveriam ser escolhidos por sorteio, uma fileira inteira de inscritos foi simplesmente colocada à frente dos delegados sorteados “comuns”, prejudicando a participação de vozes críticas. Além disso, temas centrais de controvérsia, como a questão da União Europeia, foram limitados por meio da votação em bloco das emendas recomendadas pela Comissão de Resoluções. Uma moção procedimental para ampliar o debate foi rejeitada, embora por margem estreita. Assim, em muitos dos temas mais importantes não houve sequer discursos favoráveis e contrários, nem votações separadas das emendas.

Em termos de conteúdo, tanto a resolução principal quanto a resolução sobre o Oriente Médio/Ásia Ocidental mantiveram essencialmente o texto originalmente apresentado pela direção. Como já submetemos ambos os documentos a uma crítica detalhada antes do congresso, aqui faremos apenas algumas observações.

É importante destacar que, por meio da resolução principal, vários erros políticos fundamentais do partido foram reafirmados e, de certo modo, institucionalizados.

A resolução denuncia a militarização da União Europeia e sua orientação imperialista. No entanto, afirma que essa mesma união capitalista poderia transformar-se numa força de paz, quase como por um passe de mágica: “A alternativa a uma grande potência militar como a UE reside também numa autolimitação consciente como força construtiva de paz e numa reorientação para o Sul Global.” Em outras palavras, propõe-se construir uma aliança estratégica entre os Estados menores, as potências centrais do Sul Global e a Europa como contrapeso aos Estados Unidos, à China e à Rússia. Esse tipo de ilusão apenas embeleza a política do imperialismo europeu e, ao mesmo tempo, concede um cheque em branco para uma política de segurança e defesa “alternativa”, apresentada naturalmente como meramente defensiva.

Em alguns trechos, a resolução menciona que é preciso colocar em debate a questão da distribuição da riqueza e da propriedade. Na prática, porém, o Die Linke limita-se à redistribuição de renda e apoia um modelo reformista de esquerda inspirado no keynesianismo como resposta à crise capitalista. Essa perspectiva ignora as causas reais da crise e, por isso, revela-se ilusória do ponto de vista estratégico. Ao mesmo tempo, fica evidente por que os chamados “governos reformistas”, isto é, governos burgueses, são apresentados como o principal caminho para “domar” o capitalismo por meio da intervenção estatal e da redistribuição, melhorando as condições sociais dos trabalhadores, freando o avanço da direita e promovendo uma suposta democratização da economia.

A questão do governo

Com base nessa estratégia reformista, a participação em governos aparece como consequência lógica. Em Berlim, o partido pretende construir uma “metrópole vermelha” após as eleições estaduais do outono, tendo Elif Eralp como prefeita-governadora³. O partido, prudentemente, evita fazer grandes promessas durante a campanha eleitoral, para não comprometer excessivamente as possibilidades de sucesso desse projeto. Entretanto, já é possível prever que uma nova coalizão com o SPD e os Verdes em Berlim conduzirá ao mesmo desastre de todas as experiências anteriores de cogestão da crise: frustração, rejeição, decepção e fortalecimento da AfD.

Para impedir o crescimento da AfD, o Die Linke promete mobilizar-se contra a extrema direita e defender os interesses sociais e políticos de todos os trabalhadores e setores oprimidos. Isso parece positivo. Porém, a resolução principal também inclui como parte da “luta antifascista” a possibilidade de ingressar em um governo liderado pela CDU, ou de apoiá-lo parlamentarmente, caso isso seja considerado necessário para impedir uma aliança entre a CDU e a AfD. Toda a contradição dessa posição foi expressa, ainda que involuntariamente, pelo novo copresidente Pantisano. Em entrevista concedida à ZDF em 19 de junho, declarou-se favorável a uma coalizão com a CDU na Saxônia-Anhalt para impedir a AfD. No dia seguinte, porém, afirmou ao jornal Bild que “não existe diferença entre a CDU, que faz política fascista, a AfD ou os próprios fascistas”. A posterior retratação pública de Pantisano diante da CDU, após o congresso, não resolve essa contradição; apenas evidencia um comportamento ainda mais oportunista.

No que diz respeito à posição diante de um eventual governo “antifascista” liderado pela CDU na Saxônia-Anhalt, a ala direita prevaleceu não apenas no mérito da discussão. As moções críticas apresentadas pela AKL e pelo PCF foram rejeitadas sob o argumento de que não se deve desconfiar “em geral” dos companheiros da ala direita do partido (que, aliás, nem deveriam ser chamados de companheiros). Evidentemente, trata-se de uma demagogia sem sentido. Em primeiro lugar, os representantes do Die Linke nos governos estaduais demonstraram repetidas vezes que estão dispostos a aprovar bilhões em empréstimos para o rearmamento da Bundeswehr, a fim de preservar a estabilidade das coalizões com o SPD e os Verdes, como ocorreu, por exemplo, em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e em Bremen. Em segundo lugar, essas questões fundamentais deveriam ser decididas pelo conjunto do partido, e não apenas em âmbito local.

Porque, goste-se ou não, qualquer participação em governos estaduais ou qualquer apoio a um governo da CDU inevitavelmente sabotará a campanha contra os cortes sociais e a militarização prometida pelo partido. O mesmo vale para uma coalizão com o SPD e os Verdes em Berlim. Ao mesmo tempo, não é possível cogerir o capitalismo — por exemplo, aplicando o endurecimento reacionário da legislação federal — e, simultaneamente, travar a luta de classes contra o capital e o governo. Esse conto social-democrata não se torna melhor quando o Die Linke o apresenta sob a forma do “governo rebelde”, da “metrópole vermelha” ou do “cordão sanitário antifascista”.

A campanha contra os cortes sociais e a militarização

O fortalecimento da nova direção partidária, contudo, não ocorreu sem contradições.

Enquanto a ala direita recebeu ampla margem de manobra na questão da participação em governos com a CDU, como parte do acordo que sustentou a maioria, o congresso aprovou também a resolução “Contra os cortes sociais e a militarização”, destinada a incorporar os setores situados à esquerda de Schwerdtner.

Nesse documento, o partido compromete-se a mobilizar-se contra a ofensiva geral do governo e afirma categoricamente:  “Estamos organizando a resistência: contra os cortes sociais e a militarização.” A chamada “Agenda 2030” é corretamente caracterizada como o maior ataque aos direitos sociais desde a Agenda 2010 — e, na realidade, ainda mais abrangente. O objetivo declarado consiste em construir “uma cascata de protestos contra os cortes sociais, desde ações locais até alianças regionais e manifestações nacionais”. Além disso, afirma-se que “a ligação entre os cortes sociais, o rearmamento e a militarização deve ser abordada de forma ofensiva e pública”.

Essa campanha deve ser impulsionada por toda a esquerda, dentro e fora do Die Linke, bem como por todos os sindicalistas combativos. Precisamos de um movimento desse tipo contra a ofensiva geral do governo (que, em última instância, também deve colocar na ordem do dia a questão das greves políticas de massas, inclusive de uma greve geral contra a Agenda 2030). O fato de o Die Linke (e, de forma ainda mais tímida, também os sindicatos) estar levantando essa questão representa um passo na direção correta, apesar de todas as vacilações até aqui. Além disso, um movimento e uma mobilização de massas desse tipo dificultam a adaptação ao governo, dificultam a celebração de compromissos oportunistas em uma coalizão com o SPD e os Verdes e também o apoio ou mesmo a participação em um governo com a CDU. Essa contradição interna das resoluções do congresso do partido — que, em última instância, expressa a contradição inerente a toda a estratégia reformista de esquerda — deve ser aprofundada pela ala esquerda do Die Linke.

Como já foi assinalado ao analisar os principais resultados do congresso, o próprio Die Linke move-se no interior das contradições do reformismo de esquerda, em particular da concepção de “partido organizador da classe”. Por um lado, essa orientação representa uma resposta à mudança da situação política, na medida em que busca enraizar o partido, como uma organização portadora de esperança, de forma mais profunda entre os trabalhadores assalariados e nos movimentos sociais. Ao mesmo tempo, porém, isso deve ser feito sem questionar revolucionariamente o capitalismo e o próprio Estado burguês; o partido deve enraizar-se nos sindicatos e nos locais de trabalho, mas sem desafiar seu aparato burocrático.

O partido como um todo está atravessado por essa contradição. Em última instância, ela só pode ser resolvida de maneira reformista, consolidando o partido como uma espécie de “SPD 2.0”. Ao mesmo tempo, porém, o ritmo e a direção desse desenvolvimento permanecem em aberto no curto prazo. A luta de classes, assim como as disputas internas do partido, podem impulsionar um crescimento ainda maior do Die Linke, mas também podem interromper essa tendência, especialmente se o partido cometer uma traição aberta ao participar de governos diante de amplos setores da classe trabalhadora. Também será decisiva a forma como a esquerda intervirá, no interior do Die Linke, nesse processo contraditório.

A esquerda dentro da esquerda

No congresso do partido, tornaram-se visíveis os sentimentos e as minorias de esquerda, mas, ao final, o centro prevaleceu. Para isso, recorreu ao controle da condução do congresso e não hesitou em utilizar manobras antidemocráticas. No entanto, também seria uma ilusão imaginar que as maiorias teriam mudado de forma decisiva caso houvesse um debate mais democrático e abrangente. Os setores de esquerda no Die Linke — isto é, aqueles que pretendem ir claramente além do reformismo de esquerda — constituem, em última instância, uma minoria dentro do partido, significativamente menor do que o aproximadamente um terço dos delegados que apoiou essas posições em algumas votações específicas.

A eleição da direção nacional ilustra essa realidade. Os reformistas de esquerda em torno de Schwerdtner conquistaram a maioria. A ala direita, por sua vez, representa uma minoria considerável, provavelmente até superior ao seu peso proporcional entre os membros. Já a esquerda radical — entendida como os grupos que reivindicam, em maior ou menor medida, uma perspectiva anticapitalista, socialista ou mesmo revolucionária — ficou completamente ausente da direção. Ao final, nenhum de seus representantes foi eleito, o que representa um retrocesso em relação ao período anterior, quando a AKL possuía representação na executiva, embora esta fosse significativamente maior.

A esquerda existente dentro do Die Linke não constitui uma corrente unificada, mas sim um conjunto de diferentes correntes ideológicas, também fragmentadas do ponto de vista organizativo. Ela vai desde forças reformistas de esquerda, como a Esquerda Socialista (SL), até correntes centristas e revolucionárias.

Em consequência, essas correntes estão unidas, fundamentalmente, apenas pela oposição à ala direita, aos socialistas governistas e às correntes antialemãs e sionistas, pela rejeição à adaptação à União Europeia e também à adaptação da ala direita e do centro à chamada “estratégia defensiva” da Alemanha, segundo a qual o militarismo deveria limitar-se a uma “capacidade estrutural de não agressão”. As posições divergem, porém, quanto à atitude em relação à direção reformista de esquerda, tanto do ponto de vista tático quanto estratégico. Em essência, isso vale para praticamente todas as questões políticas centrais.

Assim, as análises sobre a situação mundial divergem profundamente. Alguns consideram que vivemos um período de disputa pela redistribuição do mundo entre as antigas e as novas potências imperialistas; outros negam que China e Rússia sejam, sequer, potências imperialistas. Essas diferenças também se traduzem em posições distintas sobre o Irã e a Ucrânia, sobre a Venezuela e Cuba, bem como sobre a Palestina, especialmente no que diz respeito à defesa de uma solução de dois Estados ou de um Estado único e à legitimidade da resistência armada.

Portanto, também é utópico pensar que toda a esquerda do Die Linke possa chegar a um acordo sobre uma estratégia comum ou um programa comum. No entanto, ela pode e deve atuar conjuntamente contra os acordos com a CDU em nome do “antifascismo”, contra os socialistas governistas, mas também contra acordos de governo espúrios com o SPD e os Verdes. E pode e deve construir acordos para empurrar o Die Linke para a esquerda e para uma atuação mais combativa em temas como a Palestina e nas campanhas contra a Agenda 2030, o rearmamento e a militarização.

Mas isso também exige um debate político e a coordenação das forças que querem desenvolver uma ação ativa e organizada contra a orientação reformista do partido. Caso contrário, a “esquerda radical” continuará fragmentada de forma involuntária. Por isso, nós, da Arbeiter:innenmacht, também apoiamos o “Chamado por uma Nova Rede Socialista na Esquerda”.

As tarefas dessa ala devem ser:

  • apoiar ativamente as atividades e campanhas já existentes, bem como estabelecer suas próprias prioridades;
  • no Die Linke, impulsionar a construção de estruturas de base classistas e de grupos de trabalho;
  • promover ativamente a formação política e a educação marxista;
  • desenvolver um debate programático em torno de um programa de ação que organize e impulsione uma alternativa ao reformismo, de modo a intervir no debate programático do partido com uma proposta alternativa.

Mas isso também exige que avancemos na construção de uma corrente revolucionária capaz de intervir tanto na disputa entre as diferentes correntes socialistas e antirreformistas quanto no conjunto do partido.


¹ Nota da Tradução (NT): “Casa Karl Liebknecht” (Karl-Liebknecht-Haus) é o nome da sede nacional do Die Linke, em Berlim. Dizer que alguém é “chefe da Casa Karl Liebknecht” é uma metonímia para dizer que essa pessoa é a principal liderança do partido.

² NT: BAG significa Bundesarbeitsgemeinschaft, literalmente Grupo Federal de Trabalho. No Die Linke, são agrupamentos temáticos (por exemplo, BAG Palestina, BAG Paz, BAG Feminismo, etc.) que elaboram propostas e intervenções políticas.

³ NT: Prefeita-governadora, pois Berlim é cidade e, ao mesmo tempo, um dos 16 estados federados (Bundesländer) que compõem o país.