Por iniciativa da Confederação Equatoriana de Organizações Classistas Unitárias de Trabalhadores (CEDOCUT), do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Masisa da Venezuela (SITRAEMAS), da Associação de Profissionais e Técnicos do Hospital Garrahan da Argentina (APyT), da Liga Internacional Socialista e de dezenas de coletivos, organizações e ativistas dos Estados Unidos, Cuba, Nicarágua, Bolívia, Caxemira e Paquistão, foi lançada uma Campanha Internacional em defesa de dirigentes operários, sociais, camponeses, indígenas, da juventude e defensores dos direitos humanos que foram criminalizados, processados administrativamente ou demitidos de seus postos de trabalho por protestarem e se organizarem.

A seguir, disponibilizamos o link para acessar o chamado dirigido a organizações e personalidades de todo o mundo para aderirem a esta iniciativa:

SOME SEU APOIO À CAMPANHA INTERNACIONAL
PROTESTAR E ORGANIZAR-SE SÃO DIREITOS HUMANOS, NÃO SÃO CRIMES

Em todo o mundo vemos avançar políticas que atacam direitos econômicos e sociais dos trabalhadores e dos setores populares.

Cada vez mais o capitalismo impõe condições de vida indignas para as grandes maiorias. Diante dessa realidade, os trabalhadores, as juventudes, as populações camponesas, as comunidades indígenas, comunicadores independentes, reivindicam, protestam, denunciam e se organizam para enfrentar todos esses abusos.

Governos de diferentes orientações ao longo e através de todo o nosso continente, juízes subordinados ao poder político e econômico, empregadores impunes com base em legislações antitrabalhistas e facilitadoras da repressão, desde os EUA até a Argentina, passando pela Venezuela, Equador, Panamá, Bolívia, Nicarágua, Cuba, Chile e Brasil, perseguem, hostilizam, processam, julgam e encarceram dirigentes e ativistas.

Jean Mendoza, trabalhador da madeira na Venezuela e secretário-geral de seu sindicato; Edwin Bedoya, presidente da CEDOCUT no Equador; Norma Lezana e Maximiliano Bares, referências do Hospital Garrahan na Argentina, assim como César Latorre, dirigente histórico da saúde privada nesse país, ou os trabalhadores do setor de pneus nas empresas FATE e Pirelli; Tom Alter, professor e ativista nos EUA; os trabalhadores da construção Marco Andrade e Genaro López no Panamá, assim como dezenas de educadores/as desse país afastados de seus cargos e privados de seus salários por exercerem o direito à greve; os jovens presos políticos ou perseguidos, na Nicarágua e em Cuba, tais como a jornalista Fabiola Tercero ou os estudantes do 11 J de 2021 na ilha, ou o caso do docente universitário Jaime Vilela na Bolívia, também perseguido por denunciar a burocracia sindical de seu setor e, nos últimos dias, com a repressão brutal sobre o povo da Caxemira mobilizado, o dirigente político da reivindicação democrática daquela região, Shaukat Nawaz Mir, que atualmente se encontra desaparecido.

Todos eles e elas são apenas uma pequena amostra da criminalização do protesto e da organização sindical, social e política. Essa realidade é violência estatal e nós a repudiamos. Por todos eles e por casos semelhantes, as organizações e referências abaixo assinantes exigimos:

*Anulação de todos os processos judiciais ou processos administrativos internos.

*Absolvição dos perseguidos por protestar.

*Reincorporação dos demitidos ou suspensos aos seus postos de trabalho.

*Defesa dos direitos salariais e trabalhistas.

*Aparição com vida e liberdade para todos os presos políticos.

*Reparação econômica aos prejudicados, suas organizações e familiares.

*Punição de todos os responsáveis políticos e materiais.

A partir da Confederação Equatoriana de Organizações Classistas Unitárias de Trabalhadores (CEDOCUT); do Sindicato de Trabalhadores da Empresa Masisa da Venezuela (SITRAEMAS), da Associação de Profissionais e Técnicos do Hospital Garrahan da Argentina (APyT), da Liga Internacional Socialista e dezenas de coletivos, organizações e ativistas dos EUA, Cuba, Nicarágua, Bolívia, Caxemira e Paquistão, convocamos a impulsionar uma Campanha Internacional contra toda forma de criminalização das reivindicações, porque Protestar e Organizar-se são Direitos Humanos inalienáveis.