Uma onda de criminalização do protesto e da organização operária e popular percorre o mundo.
Do Canadá à Argentina, e em todos os continentes, governos de diferentes orientações violam os direitos à organização, à reivindicação coletiva e à mobilização da classe trabalhadora, dos povos originários, dos camponeses, das mulheres e da juventude.
Essa ofensiva, embora não seja nova, aprofundou-se na atual etapa internacional de polarização social e de exacerbação das forças de ultradireita, questionando direitos democráticos elementares que são conquistas históricas da classe trabalhadora e dos povos do mundo.
O sistema capitalista tem como objetivo primordial destruir os salários, a educação e a saúde públicas, apropriar-se dos fundos de pensão e saquear os bens comuns.
Uma orientação com esses objetivos não pode ser imposta sem repressão e sem violência, e está inserida no marco da guerra lançada pelo Império Norte-Americano, expressa na reativação da Doutrina Monroe e em sua estratégia global de dominação, ainda que isso seja encoberto por falsas campanhas contra o crime organizado ou por variantes desse tipo. Paralelamente, em países cujos governos adotam uma retórica falsamente de esquerda ou anti-imperialista, também as reivindicações de trabalhadores, juventudes, comunidades ou do movimento de mulheres são criminalizadas.
Por tudo isso, estamos convencidos/as de que, com a maior amplitude e unidade de ação possíveis, é necessária uma resposta que ultrapasse as fronteiras para enfrentar essa política repressiva. As lutas e ações isoladas são insuficientes.
A partir da CEDOCUT, nossa Central Operária Classista e Autônoma do Equador, queremos convocar organizações operárias, sociais, de direitos humanos, estudantis, camponesas e originárias a participar de um Encontro Internacional em Defesa do Direito ao Protesto e à Organização, na cidade de Quito, a ser realizado nos dias 23 e 24 de outubro. O objetivo é compartilhar experiências, coordenar esforços e construir uma agenda comum em torno dos objetivos que apresentamos.
O PROTESTO E A ORGANIZAÇÃO SÃO DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS, NÃO SÃO CRIMES
22 DE SETEMBRO DE 2026
CEDOCUT
Confederação Equatoriana de Organizações Classistas Unitárias de Trabalhadores

Contra a criminalização do protesto
Criminalização do protesto
Equador
Em Defesa do Direito ao Protesto e à Organização
Encontro no Equador








