Ao povo livre de nossa nação, no Dia da Terra, e enquanto a máquina assassina sionista continua assediando Gaza, afirmamos que se não respaldarmos a resistência palestina e a apoiamos em todas as suas formas (humanitária, política, diplomática e militar), então nós também estaremos destinados à destruição.
O quadragésimo aniversário da comemoração do Dia da Terra Palestina ocorre em meio à continuação dos crimes de genocídio mais horrendos contra nosso povo palestino na sitiada Gaza e a continuação da ocupação mediante a prática da limpeza étnica na Cisjordânia, bem como o cerco dos palestinos na diáspora.
O sul do Líbano não é mais que uma extensão da Palestina e sua causa, já que as aldeias libanesas ainda estão sob ocupação e nessa região há resistência à máquina de guerra sionista apoiada pelos Estados Unidos e seus aliados.
O Dia da Terra Palestina também coincide com a situação do Golan sírio ocupado e das terras desse povo irmão que estão sendo testemunhas de uma incursão do inimigo sionista nesta delicada fase.
A firmeza de nossos povos, apesar do sangue e dos sacrifícios, oferece ao mundo um altíssimo exemplo de dignidade e vontade de luta contra as políticas imperialistas que pretendem nos despojar de nossa terra e sufocar todo projeto de libertação que conduza à emancipação de nosso povo de toda submissão superando também, conflitos étnicos ou sectários funcionais aos ocupantes coloniais.
Este 30 de março, no Dia da Terra, assistimos com orgulho à resistência de regiões inteiras da Síria, como a zona rural de Daraa, frente à incursão de blindados sionistas, enfrentando-os com armas precárias e corpo a corpo.
Somos testemunhas orgulhosas da firmeza do nosso povo libanês no sul que defende sua terra com unhas e dentes contra as falsas promessas de paz e normalização com a qual se pretende enganá-los e domesticá-los.
Todos esses exemplos são a prova de que a resistência na consciência popular e nos fatos, é o motor que nos guia enquanto houver ocupação, com a Palestina como nossa bússola.
Lutamos incansavelmente contra todas as formas de dependência e colonialismo. A história não deixa margem para desânimo ou indiferença diante do genocídio em Gaza ou da ocupação sionista na Síria e no Líbano.
Portanto, este ano comemoramos o Dia da Terra com o povo de pé, resistindo, com os trabalhadores e agricultores do sul do Líbano, como jovens comprometidos em nosso país e no exílio com todas as formas de resistência.
Glória aos nossos mártires, liberdade para os nossos prisioneiros e cura para os nossos feridos.
Beirute, 25 de março de 2025