Hoje, 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos relançam a Doutrina Monroe: América para os americanos. Uma ofensiva militar capturou o presidente Maduro e sua esposa, que neste momento já estão a caminho de Nova York, onde serão julgados. Trump anuncia uma segunda onda de ataques que tem como objetivo acabar com os altos comandos chavistas do governo da Venezuela.

A lógica imperialista militarista entra na ordem do dia para reconfigurar o cenário mundial e garantir que os Estados Unidos continuem sendo a primeira potência mundial. Essa política, nas mãos de Trump, não tem limites. O discurso de que tentará pôr fim às guerras apenas encobre a política de colocar em primeiro plano as guerras que lhe interessam e que têm a ver com seus interesses imediatos, como é o caso da Venezuela.

Mas isso é apenas o primeiro passo nos planos do imperialismo norte-americano. A meta é instalar um governo fantoche que seja completamente controlado pela administração Trump, que será a que realmente governará. Dentro desses planos, o petróleo sob controle norte-americano é o objetivo central.

Não se trata apenas de derrubar e capturar Maduro. O imperialismo chegou para ficar e estabelecer uma política colonial. A mensagem de Trump foi explícita e clara: “Vamos administrar a Venezuela”, e esperam fazê-lo por muito tempo, tanto pela imposição do poderio militar quanto por meio dos investimentos, especialmente no setor petrolífero, que finalmente irá parar nas mãos das grandes transnacionais.

Inclusive, Trump insistiu que será formado um comitê liderado por Marco Rubio para a administração direta da Venezuela, com a imposição de um governo escolhido pela administração norte-americana. Nessa perspectiva, as ameaças a Cuba se fizeram presentes na forma de ameaças diretas. Neste momento, não se pode descartar que o próximo passo seja a intervenção em Cuba.

É o momento indispensável e urgente de relançar a luta anti-imperialista para frear, por meio da mobilização de massas, a ofensiva do império. São os povos que têm de decidir sobre seu próprio destino e sobre os governos que querem.

Fora ianques da Venezuela.
Não à intervenção militar na Venezuela.
Não à imposição de um governo fantoche na Venezuela.

Movimento Revolucionário das Trabalhadoras e dos Trabalhadores (MRT). – Dezembro de 2026