Por MAS-Portugal

A Greve Geral de dia 3 de Junho, paralisou diversas áreas de produção, logística e serviços, com particular incidência no sector da saúde, educação e transportes. Em todos os distritos a greve sentiu-se, nos hospitais e serviços de saúde, nas escolas públicas com milhares delas encerradas e com muitos transportes urbanos, intercidades e transportes aéreos paralisados.

Apesar da significativa adesão, esta greve geral não teve o mesmo impacto social, político e força da greve geral de 11 de Dezembro passado.

A onda de contestação e unanimidade que deu início a uma nova fase de mobilização de sectores da juventude e da classe trabalhadora e que se expressou na grande e ‘inorgânica’ participação na manifestação a 11 de Dezembro, não se repetiu agora, em parte como consequência da ‘interrupção’ da luta por vários meses de simulacros de negociação e confusão sobre o pacote laboral, e pela UGT ter-se posicionado contra a greve.

A oposição da maioria dos trabalhadores a este ‘pacote laboral’ possibilitou a preparação desta greve geral com ações de luta e greve, nomeadamente, no sector da educação, como por exemplo, as lutas organizadas pelo sindicato S.TO.P. ou a unidade numa plataforma de sindicatos independentes como o SITEU, SIMMPER, e cuja mobilização também esteve presente na greve geral e na manifestação central em Lisboa. A organização do sindicalismo democrático e combativo prossegue e é indispensável à luta contra as ataques deste governo de direita que agora pretende levar o pacote laboral à votação na Assembleia da República, ainda este mês de Junho.

No mesmo sentido do reforço da luta dos trabalhadores é necessária a construção de alternativa política de esquerda combativa que erga um ativo combate à direita e à extrema direita que tentam destruir as conquistas sindicais da revolução de Abril.

É preciso derrotar esta reforma laboral!

É preciso responder com nova e maior mobilização!

S.TO.P. greve e mobilização.